
O Circuito Vasco Sameiro, em Braga, foi o palco da abertura do Campeonato Nacional de Velocidade Turismos (CNVT), prova que marca o início de um novo ciclo na velocidade nacional.
O Nacional de Velocidade passa assim a ser disputado com viaturas de Turismo, que se regem pelas regras do TCR Internacional, o que permite que qualquer equipa que esteja empenhada no CNVT, pode participar em qualquer outro campeonato, nacional, ou internacional, que seja regido por estas mesmas regras. Além disso, estamos perante um regulamento que visa o equilíbrio de andamentos e o controlo de custos de participação.
A jornada bracarense foi constituída por provas duplas de Legends Classic Cup (LCC), Campeonato Nacional de Clássicos (CNC), Campeonato Nacional de Clássicos 1300 (CNC 1300), Challenge Desafio Único FEUP e, claro as quatro corridas do CNVT, que deram grande espectáculo.
CNVT
3ª corrida
Cesar Machado (Seat Leon Cup Racer) arrancou bem, o mesmo não fez Francisco Mora. O motor do Seat Leon TCR foi abaixo e Mora arrancou em último.
José Rodrigues partia da segunda linha e ainda na primeira volta colocava o Honda Civic na primeira posição. Entretanto Nuno Batista (Seta Leon Cup Racer) coloca-se na segunda posição e Francisco Mora, muito rápido cola-se à traseira do Leon de Batista. Gustavo Moura (Seat Leon Cup Racer) tem uma saída de pista e tem que rumar à box. Na frente Mora mantém um andamento de “ataque” a ganhar tempo ao líder. Luís Carneiro (VW Golf) teve que cumprir um ‘drive-through’ devido a não ter cumprido os procedimentos de partida. Na frente as coisas estão ao rubro. Mora “ataca” o primeiro lugar. Roda completamente colado ao Honda de Rodrigues e acaba por ganhar a posição. Pelo meio não evitam dois toques e Rodrigues perde tempo e a primeira posição. Nuno Batista aproveita para seguir para o segundo posto. Coloca-se na vice-liderança e de lá já não sai mais. José Rodrigues, depois do tempo perdido, roda na terceira posição com José Cabral (Seat Leon Cup Racer) muito próximo. Cortaram a meta separados por seis décimas. Cesar Machado, com problemas de transmissão no Seat, roda em tempos mais modestos do que o esperado e acaba a corrida no quinto posto, a menos de um segundo (oito décimas) de Cabral. Francisco Abreu é o sexto e também ele a rodar quase colado à traseira do Seat de Machado. A diferença foi de seis décimas. Ricardo Gomes (Seat Leon MK2) faz sétimo à geral e é o melhor dos TCC, com vantagem sobre Tiago Ribeiro. Após o final da corrida Francisco Mora sofreu uma penalização de 30 segundos, que lhe retira a vitória. Por detrás desta decisão do colégio de comissários desportivos, estiveram os toques, que aconteceram na corrida. Nuno Batista passa a ser o novo vencedor, seguido de José Rodrigues e José Cabral que sobe para a terceira posição. Seguem-nos César Machado, Francisco Abreu e, então sim, Francisco Mora.
4ª corrida
Francisco Mora (Seat Leon TCR) não aproveitou a ‘pole-position’. Partiu mal e Francisco Carvalho (Seat Leon Cup Racer) levou a melhor e colocou-se na frente.
José Rodrigues (Honda Civic) discutiu a segunda posição, mas no final da primeira volta, Mora tinha o segundo posto na mão.
Rafael Lobato (Seat Leon Cup Racer) passa a pressionar José Rodrigues, discute-se a terceira posição. Na frente Mora tem igual procedimento para com Francisco Carvalho. Discutem o primeiro posto e Mora leva a melhor neste duelo. Manuel Gião (VW Golf GTI TCR) aproxima-se de José Rodrigues, que entretanto já tinha perdido o terceiro lugar para Rafael Lobato. Gião continua a pressionar e consegue os seus intentos à quinta volta. José Correia é penalizado com um ‘drive-through’, devido a ter comunicado tardiamente uma troca de pilotos. Com a meta quase à vista, acontece o golpe de teatro. O Seat sobreaquece, com um problema de radiador e a boxe é o destino. Francisco Carvalho herda a primeira posição, mas não pode descansar. Rafael Lobato está muito rápido neste final de corrida e acaba por cortar a meta a meio segundo do líder. Manuel Gião encerra o trio da frente.
José Rodrigues leva o Honda Civic ao quarto posto, António Cabral (Seat Leon Cup Racer) é quinto, à frente do primeiro dos TCC: Tiago Ribeiro (VW Golf). José Correia é sétimo à geral, segundo nos TCC.
Dizem os vencedores:
Francisco Mora
"Foi uma boa corrida. Tivemos um pequeno problema no arranque, porque o carro foi abaixo. Depois correu bem, éramos os mais rápidos em pista. Tive um pequeno toque com o Honda numa altura em que eu estava mais rápido e na minha opinião foi um toque de corrida. São situações que acontecem, são corridas, é normal, ontem fui eu... Sabia que ia ser difícil mas eu sabia também que tinha o carro mais rápido e já ontem na primeira corrida tivemos um azar. Sabíamos que hoje estávamos fortes e foi o que aconteceu, felizmente recuperei e consegui ultrapassar, não perdi muito tempo atrás dos outros carros e foi esse o segredo."
Francisco Carvalho
"Acabei a corrida com um problema de caixa de velocidades, deve ser um problema de óleo que aqueceu e a caixa não passava no momento exacto. Depois no final da corrida já não tinha mais quarta, na última volta, deixei tempo para a frente e quando cheguei à meta consegui cortar em primeiro.Foi uma corrida no fim-de-semana que foi 100%. Estou satisfeito, a Veloso Motorsport portou-se bem. Esperamos ter uma caixa de velocidades nova para Vila Real, para poder fazer os treinos de igual com os TCRs verdadeiros e ganhar a corrida."
CNC
2ª corrida
A prova não começou bem para Joaquim Jorge, o acelerador do Ford Escort colava na volta de lançamento, JJ seguiu para as boxes e acabou por partir em último. Rui Costa (Ford Escort) arrancou bem e colocou-se na frente e começou a ganhar distância para o segundo, que era Rui Alves (Ford Escort), Rui Azevedo (Ford Escort) vinha logo, atrás, na terceira posição. Joaquim Jorge era o piloto mais rápido em pista e recuperava posição, após posição. À quarta volta, era já o quarto classificado.
O quinto posto era discutido entre o líder dos H71, Sérgio Soares (BMW 2002) e Domingos Coutinho (Lotus Elan) também ele nos H71, mas nos 1600. Aparentemente repete-se a luta de Sábado. O terceiro posto de Rui Azevedo está sob ataque de Joaquim Jorge e à 12ª volta cede. JJ parte em busca do segundo. Rui Alves acaba também por cair uma posição, Jorge é agora o segundo classificado final, logo atrás de Rui Costa, vencedor à geral e primeiro nos H75.
Nas quatro primeiras posições terminam os homens dos Escorts H75, respectivamente Rui Costa, Joaquim Jorge, Rui Alves e Rui Azevedo. Sérgio Soares levou a melhor na luta pelos H71, sobre Filipe Matias, o primeiro H71 1600. Jorge Cruz (BMW 323i) foi o melhor H81, seguido de perto pelo VW Sirocco (H81 1600) de Fernando Xavier. Logo de seguida termina Paulo Sousa (Saab Sonet), vencedor do Grupo 5. Pedro Serrador (BMW 323i) venceu o Grupo 1. Por fim os H65, cuja vitória foi para Luís Sousa Ribeiro (Ford Cortina Lotus).
LCC
2ª corrida
João Novo (Ford Sierra RS Cosworth) arrancou na frente e por lá foi ficando. Herculano Antas (BMW M3) colocava-se na segunda posição e mais atrás vinha Edgar Florindo (Toyota Carina E). João Sousa (Peugeot 306 GTI) colocava-se no quarto posto e liderava um grupo animado. Entretanto o ‘safrty-car’ teve que entrar em pista, pois era necessário rebocar o BMW de Hugo Guimarães e o pelotão volta a compactar-se. Retomada a prova, restabelece-se a ordem natural de há pouco. João Novo a ganhar distância, Herculano Antas em segundo, Edgar Florindo terceiro.
O quarto posto era bastante mais discutido e neste grupo residia o foco de atenção da corrida. Alexandre Nogueira (Honda Integra Type-R) Luís Barros não alinhou devido a problemas eléctricos no Mercedes Klass C DTM. João Novo cortava a meta em primeiro e seguia para a vitória nos LCC90. Herculano Antas, na segunda posição da geral, vencia entre os LCC99 Ricardo Dinis (Honda EMI-EJ6) ganhava a categoria Especial e trazia logo atrás Paulo Mendes (Citroen AX Sport), que era o vencedor dos LCC99 1300. Por fim, o vencedor dos LCC90 1300, Luís Império (Citroen AX Sport).
CNC 1300
Início de prova muito animado, com a primeira posição a ser discutida numa espécie de “guerra sem quartel”, em que Paulo Antunes (Datsun 1200 Coupê) levava a melhor sobre Pedro Miguel Gaspar (Datsun 1200 Coupê). Depois as posições começam a definir-se e Antunes destaca-se. José Fafiães (Datsun 1200) é o terceiro, que se afirma como o piloto mais rápido em pista, roda em 1m 33,284s e assina a melhor volta. Arnaldo Marques (Datsun 1200) fica pelo caminho com problemas mecânicos. Paulo Antunes segue para a vitória à geral e entre os H75.
Pedro Miguel Gaspar é segundo e ganha os H71. Nuno Soares (Datsun 1200) é terceiro, à frente de Fernando Charais (Datsun 120Y). Manuel Fernandes (Ford Escort 1300) é o quinto classificado, à frente de José Mota Freitas (Austin Cooper S).
Rui Castro (Datsun 1200) ganhou o Grupo 1, terminou na sétima posição.
FEUP
Luís Delgado (Alfa Romeo 156) venceu a prova, que mais uma vez foi marcada pela presença do ‘safety-car’, motivada pela saída de Mário Moreira (Alfa Romeo 156).
Delgado dominou no início e depois, retomada a prova, voltou arrepetir a graça. No final tinha uma vantagem de cinco segundos sobre o seu principal adversário, António Ferreira (Alfa Romeo 156). Hélder Moura (Alfa Romeo 156) terminou na restante posição do pódio, a terceira, à frente de Rui Gonçalo (Alfa Romeo 156).
Nos FEUP 2 a animação foi bem maior e Diogo Gonçalves (Fiat Punto) teve que suar para ser sétimo da geral e assim ganhar entre os Fiat Punto. A vantagem para o segundo classificado foi de nove décimas. Assim, Paulo Varge (Fiat Punto) terminou no segundo posto, com uma vantagem de oito décimas de segundo sobre Manuel Sousa (Fiat Punto).


